Thursday, December 31, 2009

Hino de graças

Cantando um hino ao sol poente despeço-me de ti. Despedaço, desembaraço e desenlio-me de algo mais rude, porque nem tudo correu bem.
Com um brilhozinho nos olhos elevo a voz, sussuro de forma audível ao vento tudo o que correu mal, pura e simplesmente para que ele leve de mim o que me acelera o coração... erradamente.
Ano de vida, ano de morte, ano de cambaliar e ano de persistir. Mais um ano de vida.
Despindo perconceitos, abraço o que me fez crescer, mesmo que tenha doído. Prostrada, de braços erguidos recebendo aquela luz quente, agradeço a todos e tudo o que me protegeu, tudo o que não vacilou e não me deixou temer... Porque tremer todos trememos, mas há sempre algo ou aguém, ainda não sei bem, que nos priva do temor.
Entoando este hino de louvor dou graças, graças porque cresci, porque senti, graças porque me esforcei, graças porque me safei e graças porque me entreguei à vida. Sozinha ou com alguém.

Venha 2010, porque 2009 já cá canta!

Wednesday, November 25, 2009

Cor das nuvens (Rapariga do brinco de pérola)

É como criar um rio de flores. Abstrai-te do já existente... E fecha os olhos, calmamente, inventa algo supreendente e brilha por entre a gente.
De que cor são nuvens? Brancas, auto imponho-me sem ir espreitar à janela. Até que num impulso corro as cortinas de flanela e deparo-me com nuvens de um cinzento azulado, ou um verde escuro amarelado, sem nunca ousar despir a leveza e suavidade de algo esbranquiçado.
Ah! Impulso malvado!
É muito mais confortavel não ter de pensar. Torna tudo tão estável... mas começa-se a tornar um pouco monótono.
Quantas nuvens de cores exuberantes me estarão a passar ao lado? Estarei eu a participar num filme a preto e branco por minha, e só minha culpa? É melhor estar alerta, não me vá alguém passar uma multa.
Atenta Helena, fica atenta...

ps. Não morram sem ler "Rapariga com Brinco de Pérola", façam esse favor a vocês mesmos.

Friday, November 13, 2009

Sentimento que me faz expirar a alma, sentimento que aquela música desperta em mim. Como que uma certa melancolia, saudade ou incerteza, avareza talvez, certamente que sim.
É incompatível.
Aperto no peito, amontoado de remorsos ou culpas de ter agido ou não agir, não fazer e fazer, não querer perder e ter perdido. Chumbo forte, tiro certeiro, sítio certo e momento fulcral.
Querer a definição e não a ter irrita-me, faltar a lente de focagem e tudo desvanecer a cada passo que me aproximo enfurece-me ainda mais. Exitações e tremeliques, coisas de quem não sabe o que quer, coisas de quem tem sintomas de patologia grave de medo.
Esgueiram-se os pensamentos por cantos incertos, na esperança de os apanhar um cadeado sem chave.
Pincel que anseia rabiar o que vem dentro cá fora, tela que chora por falta de carinho, cócegas, que o cavalete a sustente durante horas a fio no seu colo, que alguém a fite com um olhar atrevido impulsionador de pinceladas desvairadas e irreverentes.

Faz falta mudar o mundo, e eu sei que já saio atrasada.
Mas saio com a força de um dragão, a velocidade da chita, a sensualidade do tigre e a inteligência da Helena para chegar ao topo.

Sunday, November 1, 2009

Até breve

O céu não pára de chorar...
O cinzento engole-me de uma só vez, tudo muda, tudo se torna pesado.
Saudades, apenas saudades. Aquele sorriso meigo, aquele abraço terno de quem foi retirado do mundo num dia impiedoso e doloroso, apanhando desprevenidos até os que se julgam vacinados contra tudo.
Nunca houve grande ligação, mas não percebo porque, a minha ferida não cura... serás tu? Será Ele?
"Leninha, estás tão grande!"
Palavras que se cravaram no meu coração hoje desfeito em lágrimas.
De beleza incuidável, de sorriso inigualável, de simplicidade intocável...
Isto é para ti, espero que gostes. Obrigada por tudo,

Até breve Tia

Wednesday, October 28, 2009

Dogma canceroso?

Sorrir ao sabor do vento
É a induvidável canção da harmonia
Harmonia perene, pelo menos até um dia
Em que tudo desabe, cumprindo o ciclo vicioso.

Será a felicidade um dogma canceroso?
Nunca antes saberemos,
até sermos levados pelo Todo Poderoso
Em que no juizo final, na disputa do total,
daremos valor ao que realmente importou.

Felicidade, felicidade... tão falada essa felicidade,
Tão lutada e gemida felicidade
Tão esperada, tão idolatrada
ou até quem sabe exultada
Felicidade minha ou de quem a chorou.

Wednesday, October 14, 2009

Life, oh Life


One more life.
Just one more life to say hi
To dive in the sea don't knowing why.
Rock'n'Roll all day and all night.
The smile always on your face
Just because you're alive.
You don't need time and structures
Just a scooter to drive
To go everywhere everytime
Alone or with all of your friends
Dancing at the top
and singing without fears;
Getting fun during the week
And studing during the weekend.
Only for you, you have a small island
Where you go when you want.
Lying on the sun, drawing the sea
Or simply watching the big blue sky.


One more life to get crazy,
One more life for everything.

Friday, October 9, 2009

Lágrima de revolução


O medo de magoar, mas não querer mentir.
Não basta insinuar... temos de esclarecer,
mesmo que custe, mesmo que doa
Não é coisa boa; mas caminhos novos temos de abrir.


Soltar uma flecha é fácil. Dificil é acertar no alvo certo
e às vezes estamos tão tão perto,
Que nem nos apercebemos de como complicamos.
O tempo às voltas e voltas passamos
Até que perdemos o norte.
Envolve-nos aquela personalidade forte,
Cuja num só corte
Nos faz soltar uma lágrima de revolução.


Vale a pena sofrer?
Não chega só não o querer.


Saltar de um penhasco nunca foi solução
porque a palavra "desistir" só existe no dicionário dos fracos.


Será que devemos em tudo ser racionais?
Ou ligar só a sentimentos e pensamentos
Acreditar no destino e coisas tais?

Tuesday, October 6, 2009

Óbvio.


Não sei explicar, está diferente.

Já não nos rimos em conjunto, já não brincamos em conjunto. Mandam-se bocas em tom de piada, riposta-se com um sorriso amarelo... é estranho.

O ambiente torna-se monótono. De dois em dois se vai sorrindo, de dois em dois se vai mudando.

E pronto, é assim que se vai mesmo desenrolar o que estava à espera e o que tanto disseram que não me preocupar, porque estava fora de questão. Nada de que eu já não soubesse, óbvio. É o ciclo da vida, é mesmo assim...

Monday, October 5, 2009

Talvez o saiba as estrelas ou o luar...

Quando abres os olhos e não sabes porque os abriste,
Quando respiras fundo e não sabes porque mentiste,
Pedes desculpa e não sabes porque pediste,
Quando não sabes a resposta e simplesmente riste...

Porquê?

Tu sabes, lá no fundo sabes.

Sabes porque é que mentes e porque os abres,
Sabes porque já sorriste por sorrir,
Sabes porque já viste o mundos com lentes cor de rosa,
Sabes porque já abriste o teu coração por abrir.

Sabes porque já amas-te, sabes porque já lutaste, e sabes porque já falhaste. Sabes porque já perdeste.

Quantas vezes já sentiste a tua vida por fio?
e quantas vezes já choraste um rio?
Por tantas coisas patéticas
que parecem agora tão hipotéticas
mas que te afectaram imenso, na realidade.

Mas nunca ninguém sabe, nem nunca irá saber.
Porque querer é poder;
E tu simplesmente agora queres ocultar
o que se passou ou o que se está a passar.

Talvez o saiba as estrelas ou luar...

Sunday, September 27, 2009

Irmã!


Gosto de ti e sempre gostarei, tu sabes.
Melhor amiga, desde sempre para sempre.

Tanto mudou, tanto se passou, tanto lutamos e enfrentamos, sem nunca deixar que nos tocassem. Estivemos sempre juntas, como irmãs... melhores amigas, digo eu!
És especial Marta. Não sei como o dizer ou demonstrar.
Agora, nestes últimos dias, dou graças a quem quer que seja que nos vigia lá de cima dos céus, pois encontraste a felicidade que há tanto tempo merecias e procuravas.
Tal como tu, eu fiquei feliz.

Mereces o melhor, porque és a melhor.

Parabéns Irmã!

Friday, September 25, 2009

Vai onde te leva o coração!

Olhar de relance, com indistinto alcance
A ferocidade da felicidade inconstante
Sem deixar assim que canse.

É verdade, já passou meu amor.
Agreste dor que deixei na hora da despedida
Intemporal despedida tão desmedida
E tão temida, que me roubou todo o calor.

Já passaram as horas inutéis no fim da rua à espera
É verdade, já passou essa era,
De lágrimas e de beijos soltos ao vento
Que se perderam no tempo que esperei em vão por ti.

Já passaram, é verdade.

Os relógios foram gastos pelo meu eterno olhar
Puro e sincero como o de quem sofre uma perda.
Respirei fundo vezes sem fim;
Mas ter-te longe de mim era tudo o que eu temia...
E acabou por acontecer naquele dia
Em que quando dei fé estava vazia de tudo
Transportando um olhar mudo
Enquanto todo o mundo sorria.

Mas agora que tudo passou, agora que o tempo mudou
Toda a dor que senti cessou.

Helena, vai onde te leva o coração.

Thursday, September 24, 2009

Adeus, de Eugénio de Andrade

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

Reflexo do final perfeito para uma relação perfeita, quando nada mais há para oferecer e automaticamente para receber. Aqui fica a homenagem ao melhor poeta nacional, o meu poema de eleição... o grande, Eugénio de Andrade.

Wednesday, September 23, 2009

hard things for hard persons?

Só quero deixar tudo, isto é de cortar os pulsos
Se Deus existe, onde está ele?
A minha vida nao tem rumo, trabalho para alcançar o que me é proibido e cada vez mais dificil.
Não é de loucos? estar em artes e nao poder usar as mãos? onde é que isto vai parar?
Só queria um escape, por favor... Não consigo mais!
Já deixei o piano, o kick e o body combat, a guitarra, a pintura... vou ser mesmo obrigada a mudar de curso?
mas o que é que eu fiz ?! Porque eu?!!
Epá, fodam-se todos

Monday, September 21, 2009

pensamento

É o medo de falhar de novo que me impede de tentar...
Medo que estejas a olhar para mim quando eu olhar para ti, medo de dizer a palavra errada no momento errado.
Não vou arriscar, se quiseres arrisca tu.

Já dei o que tinha a dar

Sunday, September 20, 2009

Um para a frente, dois para trás.

Uma dor forte no peito, aqui, junto do mar.
Onde foste? Porque desististe de mim?
Passa muita gente, mas és tu quem me faz falta... Porque me abandonas-te? Porque deixei de ter significado para ti?
As lágrimas já não têm importancia...
Vento, vento e mais vento. A chuva e eu juntas lutamos contra o passar do tempo.
Ninguém sabe, mas sinto a tua falta. Como foste capaz? Depois de tanto tempo a lutar para manter uma amizade tudo acaba por... por nada.
Epá, eu não quero escrever bonito, tou farta dessas merdas poéticas e patéticas que me deixam ser perceber nada.
Ninguém sabe, nem tu sabes, mas magoaste-me.. e é inexplicavel o meu sentimento de frustação agora.

Acho que viver é mesmo assim: um passo para a frente, dois para trás.

Não faço a menor ideia se algum dia te vou conseguir perdoar, mas tu também não deves estar interessado no meu perdão.
Quero-me desfazer de ti e não consigo... cada vez que o meu olhar se cruza c o teu é sempre a mesma dor, e estupidamente desisto de resistir.
É por ti que choro, que não durmo, que desmaio ou simplesmente deixo de sorrir. Como me desiludiste tanto?...

Desilusão assim, vinda de ti, nunca pensei :x

É aqui que digo o que neste momento não tenho coragem de te dizer na cara. Quando tiver, concerteza que direi, sem chorar*

Monday, September 7, 2009

Significado de MELHOR AMIGO

Escusavas.

A cada dia que passa mais me convenço de que o amor nao existe.
Ou se existe é uma cena muito muito leve e passageira.

Esta foi mais uma prova. O amor de melhor amigo também não existe...
Escusavas, eu acho que não merecia.
Deixaste tudo por nada, mudas-te à velocidade da luz e eu nem dei por isso. Quando reparei já não era nada para ti... quando mais precisei não estiveste lá. Gozaste forte e feio com a minha cara e nada fará mudar isso.

Melhor Amigo... sabes qual é o conceito de Melhor Amigo? Tens uma pequena ideia?
Tento não me exaltar com tudo isto, mas é dificil.
Só te pergunto porquê...
O mundo não gira à volta do teu umbigo; há quem sofra com tudo isto. Já lutei tanto para te dar o melhor, remei contra marés para tu não ires contra a corrente, e agora isto...

Escusavas

Sunday, September 6, 2009

Desaparece!

"Não pára não, soma e segue."


Monday, August 31, 2009

Zenzinho, onde me levas*

Talvez seja estraha... Mas a verdade é que sou assim.
Deitada, na minha cama, olhando para a chama intensa, no entanto pálida do meu jardim zen os meus pensamentos voam para parte incerta.
Sinto-me mar, sinto-me céu, montanhas, ar, estrela... sinto-me tudo, sinto-me nada.
Deitada, na minha cama, olhando para a chama intensa, no entanto pálida do meu zen, com a guitarra a servir de ombro amigo.
A nostalgia é um sentimento pesado.
Enrolo-me sobre mim, sem ninguém saber nua, não sentindo nada mais a não ser eu.
Esqueço a vela, esqueço o zen. Esqueço a minha companheira de viagens e lamúrias ao luar.
O meu coração começa a abrandar, o virus do querer e não poder fica alerta.
No escuro da união entre pernas e braços, voltada para o meu umbigo respiro fundo... Onde andas tu Helena? Onde te leva o teu coração?
Sinto falta. No meu estado natural sinto falta de carinho.
Quem me roubou o coração há dois anos já lá vai, no entanto acho que fiquei com uma ferida por selar.
Sinto falta de um abraço grande.

Saturday, August 15, 2009

"O que não nos mata fortalece-nos"

À noite, àquela estrela,
há uma voz que suspira
uma voz que me intriga
pois não consigo vê-la...


Sinto-a, tal como a aquela luz branca,
a que fica brilhando para mim,
toda esta minha noite sem fim,
A que me deixa lembrança.


Aquele murmúrio, aquela voz,
Pálida, simples, entristecendo e entristecendo-se
Enfim, desvanecendo-se,
Entre a fria noite feroz


E de repente percebo o sucedido:
Realmente tratava-se de uma alma
que embora se tentasse manter calma
tentava ainda refazer um coração perdido...





"O que não nos mata fortalece-nos"

Thursday, August 13, 2009

Resumo Resumido

Ora bem, isto de se pagar a net nos hoteis tem muito que se lhe diga.
Mas neste é a borla, portanto ca vi o resumo dos dias que se passaram..

Saí no dia seguinte de Bilbao, e fiquei em França dois dias.
Em França, Le Puis en Velay, subi montes de escadas num monte só pra ver a porcaria daVirge de France -.- quase morri.

Entonces, no dia seguinte passei fronteira com a Suíça, até que cheguei a Alemanha *.*

A sensação mais estranha que tive até agora foi a entrar em Koln. É impressionante, não se pesca nada do que eles dizem ou do que está escrito. não sabes como dizer restaurante, parque, casa de banho... É que enquanto em espanha vais percebendo qqr coisita, francês ainda se á uns toques... alemão é absurdo oO

Soooo... MUSIC STORE! é indiscritivel. TANTAS guitarras, acusticas, eléctricas, electrificadas, portuguesas, normais xD
há de tudo. e podes experimentar tudo. desde os 100 € aos 10 000€ . Fantastico.

Bem, dois dias em colónia chegaram, depois viemos para França um dia. Dia seguinte passamos por loret del mar, e agora estamos perto de Barcelona.

muy bueno lo tiempo... e los chicos ^^

ahahah*

Hasta la vista baby!

Wednesday, August 5, 2009

Rumo Music Store, COLÓNIA

Saindo de casa com um único objectivo: estar na maior e melhor loja de música da Europa.
No primeiro dia passamos Espanha às 10h40, fronteira com Chaves. Até então tínhamos feito já 158 kms.
Foi todo o santo dia a viajar. Acabamos por ficar no país Basco a dormir.



Hoje, o segundo dia, não podiamos perder a hipótese de visitar o Guggenheim aqui em Bilbao.
Após ter estado lá cerca de três horas, o que tenho a dizer é que é realmente genial. Com um exterior completamente inovador e ultra moderno de cor cinzento metalizado, ninguém poderia imaginar a imensidão de obras que havia lá dentro. Visto de fora também ninguém pensa que o interior é tão bem aproveitado. Desde artistas clássicos a contemporâneos, naqueles três imensos andares vi pela primeira vez obras do meu pintor preferido: Franz Mark - la vaca amarilla. Porra, até chorei.
A mencionar são também os espaços exteriores de zonas verdes, bem com um gato gigante coberto de flores e uma aranha gigante ( OH MY GOD! ).

Sem mais nada a dizer, até ao próximo post.

ps. fotos serão postas qd voltar p portugalito*



Wednesday, July 29, 2009

Tento!

Todo o dia a ansiar a noite. Toda a noite a ansiar o dia.
Toda a vida a duvidar da morte e da sorte
Já não posso o que podia, já nao dá o que queria;


Tudo lentamente muda, tudo é levado pelo tempo
Mas antes do tempo tudo levar eu não aguento
E quase rebento...

Preciso de algo fortificante, algo brilhante
Algo que te substitua.
Algo terno, quente e reconfortante...

Porque nada ocupa o teu lugar:



Todo o dia anseio a noite pois enquanto durmo não penso em ti; Finalmente chega a noite. Entre a almofada e os lençóis sussurro para as paredes um "é agora que deixo de pensar em ti" de alívio, mas é em vão. Viro-me e reviro-me, transpiro, grito-te, choro-te, espero espero espero... até que desespero. Nesse momento só preciso do dia para ter algo com que me entreter e não me ocupares a mente. Abro a janela e olho para as estrelas... uma delas prende-me o olhar, tenho a certeza de que és tu... e adormeço. Adormeço a pensar na irrealidade que és tu a preocupares-me com o meu bem estar, a minha felicidade, em me teres nos teus braços de novo com um abraço forte.



Mas não dá, é apenas a merda de um desejo que me atormenta todos os dias.

Será que alguma vez te vão conseguir substituir? Solto um suspiro... porque me fizeste isto?





"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar"

Sunday, July 26, 2009

Reduzir-te a pó

Esmagar-te.
Esmagar-te e reduzir-te a pó. Eliminar-te de mim, porque não vales nada. Desfaço-me de ti, desfaz-te de mim, desaparece da minha vida de uma vez por todas.
Não me massacres mais, pára de importunar a minha alma...
Estou cansada, frágil e sem forças
Já levas-te tudo de mim, não resta nada.Sinto-me anti-matéria e a culpa é tua. Até a fonte de água salgada já secou; Não brota nada de mim, estou vazia de tudo. Quero estar vazia de ti mas tu permaneces, insistes em fazer-me sofrer com recordações e pedacinhos de memórias que colocas a cada passo que dou.
Deixa-me, por favor... já não levas nada de mim a não ser dor...
É por tua causa, mais uma vez por tua causa, que hoje me visto de negro.
Não insistas mais em preencher a minha vida... Faz com que o vento e a maré estejam a meu favor...


Friday, July 24, 2009

Gavetas do Sótão

Hoje não há paciência nem vontade para textos bonitos.

Não sei o que sinto. Olho à minha volta e tudo me parece cinzento sobrecarregando o prato dos acontecimentos negativos da balança.
Perante estas gracinhas e acrobacias do mundo não me posso dar por vencida, senão era completamente esmagada... mas a verdade é que quando dou por mim a desabafar com um pc sinto-me tão pequenina, tão indefesa... Porquê?
Ultimamente a instabilidade apoderou-se da minha vida. Estes meses teimam em constituir-se por mudanças e mais mudanças, desilusões e falsas espectativas. Mesmo assim há que sorrir, sempre sorrir, mesmo que seja o sorriso mais amarelo do mundo.
Há um vazio enorme dentro de mim. Sinto-me como que feita de recordações de tempos perfeitos, mas que não passam de velhas fotografias esquecidas numa gaveta do armário do sótão.
De repente dou por mim a chorar... o que mudou? o que aconteceu para isto ficar assim?
Onde está a Lena que sorri porque quer sorrir e não porque há quem a queira ver sorrir?

Esta sensação já perdura há alguns meses, espero que passe rápido...

Monday, June 29, 2009

Really, i'm smilling, please, go around

Please, leave me alone.
Leave me alone in my suppose secret world, where all of you don't exist.
Leave me alone because I need to cry
I don't know why,
But i need to.
And i prefer you don't know that.
I'm smiling, don't you see? I'm fine, you may go.
All of you may leave me alone.
Hurry up
Leave me now.
Because i want. NOW!



ps. Really, i'm smilling, please, go around.

Wednesday, June 17, 2009

Cortem a balada

Num dia em que nada me toca a não ser a desilusão.

Ultimamente a vida vai torta, e não parece querer endireitar-se. Que culpa tenho eu?
Desilusões atrás de desilusões, frias desilusões, dificeis desilusões, tão inutilmente cruéis essas desilusões... desilusões. Apenas e soomente essa palavra que me vitimiza a cada dia que passa, a cada dia que custa a passar.
Penso que desiludir está na moda.
E é neste ambíguo e duvidoso ambiente que me sinto a ser sarcástica comigo mesma; é isso: desiludir está mesmo na moda.
Eu bem que tento respirar fundo e lembrar-me da força, mas só me vem ao pensamento a ideia de te ver, nesses recantos onde andas sozinho sem mim.
E quando sonho num sono profundo? é mesmo isso, é optimo. É sempre bom relembrar algo que morreu de uma vez para sempre e que não tem retorno possível.
Já estou farta desta, mudemos de desilusão.
Alguém ou algo, não sei bem, que desaparece sem deixar rasto e agora decide aparecer como se nada tivesse passado.
Knock knock knocking on heaven's door..

Só queria voltar ao início para levar tudo a um desfecho diferente.
Cortem esta balada e ponham-me um samba. As lágrimas estão a acabar, e o tasco já fechou.

Thursday, May 28, 2009

APETECE-ME!

Apetece-me
Apetece-me o mundo todo,
Apetece-me ninguém.
Apetece-me gritar
gritar numa falésia girar e girar e girar
girar sem parar

Apetece-me saltar para esse lugar
Onde o céu nunca chora
Onde o sol nunca demora
A liberdade é total e não detentora de veneno letal
Para tudo ser meu, sem excepção
Sou dona do extenso areal
Sou dona das lágrimas do céu tingidas de azul
Sou dona do tempo e das horas
Nem Vénus nem Poseídon têm mais poder que eu.

Ninfas das terras e dos mares olhai para mim:
Sou livre, sou feliz!
Ninguém me domina, foi o que sempre quis!

Este lugar é meu e só meu.

Água azul, pontinhos doirados ao sol
Lágrimas translúcidas do céu
Tudo é perfeito, e tudo é meu.

Apetece-me este lugar, já falta pouco para o encontrar...
Eu sei, espera por mim, estou a chegar!

Sunday, May 17, 2009

Rosa Branca


Nivea flor, com nome de gente
Desabruchar singelo, olhar clemente
Carente de ar quente, pois o frio que se sente
Impede o orvalho de chorar, inconsciente



Choro simples de uma rosa branca
Esquecida pelo resto do mundo
quem se iria lembrar de tão simples planta?
quem quereria saber de sentimento tão profundo?



Embalado pelo mais digno perfume
Pela fragância característica da saudade
Por muito que não queira, é a realidade
Por muito que não queira, arde como o lume
E queima como a verdade



Obstruindo a via da felicidade
E abrindo portas ao caminho da solidão
Lembranças do sol deixam saudade,
O teu orvalho, a escuridão.


Como é que tão bela flor
De tão simlples cor
Tão grande luminosidade
De pétala real e delicada
Por uma gota de orvalho adelgaçada
Inspira sentimento tão profundo
Que, bem lá no fundo,
Não dá aso à felicidade?


Friday, May 15, 2009

So let me see how long you are crying

Since the year started, going on
Since the sun broke into the storm
When the river strated crying
When the moon hided in a corn


Refrão:
So let me see you crying
how long (how long, how long) are you crying?
Nothing goes well,
Everything sucks, like a hell (like a hell, in a hell)
what's my side, where's my place?
i don't belong here... (here, belong, belong)


Why everything started going wrong?
Why am i singing a sad song?
why the sun stoped shining?
What have I badly done?





Why did you leave me?
How can I return, What i've done?
I miss you darling, i just want some
Reasons for leave you away
I just want one miserable day
Of our milion happy hours
When all flowers
Stayed quiet heavy
But this day will never come
Because you don't love me now
Please, explain me how
How our summer went down
How the flowers died
Would this be a lie?
Only in my dreams,
where we are together
where we are forever
Strongly, safely and lovely

ONE PERSON,

and the happiest one of the world







Monday, May 11, 2009

Teclado

Percorrendo,
tecla a tecla
pretas e brancas
naturais e sustenidos
com bemóis incluídos
devagar, mas sem nunca parar
como se da primeira vez se tratasse.

Um dó de entusiasmo
Mas um ré de medo...

Um ré sustenido

Um mi seco
...Respirar fundo...
Um fá tremido
Um sol e um lá tropeçados
Um si chorado
Um outro dó berrado!
E um murro nas teclas revoltado

A lágrima, o choro temido..
O desespero, a vontade e a falta dela
A barulhenta tela
Um suspiro pela janela
Sem sentido
Por ser lido
Estremecido

E algo demasiado abstracto para ser explicado
Ou algo demasiado lógico para ser entendido

A vida é mesmo assim:
uma escala lógica, outra desvairada
uma escala alegre, outra triste
uma escala ousada
uma escala amada
uma escala desejada
uma escala perdida...

A Pauta com as notas aos saltos
Lembra a pulsação do pianista:
ora lenta, ora forte.
ora em vida, ora perto da morte
vivacidade activa, ou o corte.

Chegado o fim do teclado,
Há que voltar ao início
pois ao olhar a vida de lado
ao sentir algo terminado
ao prostrar-se ajoelhado
a vida cruel não espera.
mas esperança nao desespera
e apesar de seres uma criatura mera
eu acredito em ti.

Tal como a Fénix, renasce.
Levanta-te e volta ao início do teclado, há muitas músicas por tocar!




Sunday, May 3, 2009

Gente infame, tempo efemére.
Tudo gira à minha volta
Agoniza-me e devolve-me uma revolta

Daquele soberbo tempo solarengo
Sepultura e laje estão já enterradas.
Resta agora percorrer novas estradas
Que devolvam a vontade de viver
Que alguém, talvez sem querer,
Derrubou não olhando para trás.
Prostrando pela terra e pelas calçadas
Gemidos, gritos de dor e lágrimas ensanguentadas
Porque efémere é a palavra certa;
efémere inocência, efémere paciência
efémere plenitude e estabilidade.
Pois dói a verdade...
Não harmoniza com o intlecto, a inteligência
Não harmoniza com nada!

Algo de sobrentaural me afrontou... e afronta.

E foram-se os sorrisos,
e foi-se a ansiedade de viver
Morreu a esperança de alcançar o poder
Perdeu-se aquele pedacinho de céu...


Morreu a esperança de te voltar ter...

Tuesday, January 20, 2009

The Rain Song

Caindo vigorosa, poderosa, decidida,
Insólita, espelha espíritos mal definidos.

Impulsora de actos desvairados e mal pensados, esta criminosa é culpada de se infiltrar no alheio. Amedrontada, a menina dos olhos verdes não sai de casa, pois os sucessivos estrondos acompanhados pelos clarões chegaram. Anunciam a largada dos monstros que aterrorizam sonhos de crianças.
Soam os trompetes: o gelo chegou tarde, mas chegou. Ritmado. Zangado e Enfurecido. Anuncia-se também a largada dos acidentes rodoviáros, dos despistes e capotagens...das mortes culpadas e das mortes inocentes.
Não há praia. Não há sol, alegria. As pessoas andam mudas, pálidas, cansadas.
Olho para a chuva que parce não querer cessar...