Tuesday, February 16, 2010

Apática. Estática. Por vezes dramática.

Um arrepio na espinha,
assim, de súbito.
Terá sido alma mal julgada ou palavra perdida?
O romper de um laço atado erradamente
Ou barulho de grito ou choro, estridente
de dor, de sofrer, de temor.

E alguma falta de cor,
a vingança manda notícias:
A vida vai mal parada.
Caem as lente fictícias
Esgueira-se pelos poros da terra o amor.
Resta-nos agora a dor.

Arder, alumiar. Querer e não querer
e a ajudar, alguma falta de tempo;
mas o dever e dar o exemplo.
Quem vai atirar a primeira pedra?

Wednesday, February 3, 2010

Melhor Amiga


Quando se escolhe um melhor amigo, julga-se que é para sempre.

Melhor amiga, sempre presente, ainda que muitas vezes ausente. É bom saber que ela está lá, saber que ela me quer bem... saber que se algo correr pior, mesmo que ninguém possa fazer nada para melhorar a situação, aquele anjo em forma de gente bate as asas até mim e enxuga-me as lágrimas, ampara o meu coração. Bate asas até mim de qualquqer forma; a pé, de metro, por messenger ou por telemóvel, mas vem sempre... vinha sempre...

Mas de repente algo mudou. Ela, que nunca me tinha deixado só, decidiu que seria o dia oportuno.

Que se passa?

Afinal o melhor amigo não é para a vida?


Doeu... acredita que doeu...