Thursday, May 28, 2009

APETECE-ME!

Apetece-me
Apetece-me o mundo todo,
Apetece-me ninguém.
Apetece-me gritar
gritar numa falésia girar e girar e girar
girar sem parar

Apetece-me saltar para esse lugar
Onde o céu nunca chora
Onde o sol nunca demora
A liberdade é total e não detentora de veneno letal
Para tudo ser meu, sem excepção
Sou dona do extenso areal
Sou dona das lágrimas do céu tingidas de azul
Sou dona do tempo e das horas
Nem Vénus nem Poseídon têm mais poder que eu.

Ninfas das terras e dos mares olhai para mim:
Sou livre, sou feliz!
Ninguém me domina, foi o que sempre quis!

Este lugar é meu e só meu.

Água azul, pontinhos doirados ao sol
Lágrimas translúcidas do céu
Tudo é perfeito, e tudo é meu.

Apetece-me este lugar, já falta pouco para o encontrar...
Eu sei, espera por mim, estou a chegar!

Sunday, May 17, 2009

Rosa Branca


Nivea flor, com nome de gente
Desabruchar singelo, olhar clemente
Carente de ar quente, pois o frio que se sente
Impede o orvalho de chorar, inconsciente



Choro simples de uma rosa branca
Esquecida pelo resto do mundo
quem se iria lembrar de tão simples planta?
quem quereria saber de sentimento tão profundo?



Embalado pelo mais digno perfume
Pela fragância característica da saudade
Por muito que não queira, é a realidade
Por muito que não queira, arde como o lume
E queima como a verdade



Obstruindo a via da felicidade
E abrindo portas ao caminho da solidão
Lembranças do sol deixam saudade,
O teu orvalho, a escuridão.


Como é que tão bela flor
De tão simlples cor
Tão grande luminosidade
De pétala real e delicada
Por uma gota de orvalho adelgaçada
Inspira sentimento tão profundo
Que, bem lá no fundo,
Não dá aso à felicidade?


Friday, May 15, 2009

So let me see how long you are crying

Since the year started, going on
Since the sun broke into the storm
When the river strated crying
When the moon hided in a corn


Refrão:
So let me see you crying
how long (how long, how long) are you crying?
Nothing goes well,
Everything sucks, like a hell (like a hell, in a hell)
what's my side, where's my place?
i don't belong here... (here, belong, belong)


Why everything started going wrong?
Why am i singing a sad song?
why the sun stoped shining?
What have I badly done?





Why did you leave me?
How can I return, What i've done?
I miss you darling, i just want some
Reasons for leave you away
I just want one miserable day
Of our milion happy hours
When all flowers
Stayed quiet heavy
But this day will never come
Because you don't love me now
Please, explain me how
How our summer went down
How the flowers died
Would this be a lie?
Only in my dreams,
where we are together
where we are forever
Strongly, safely and lovely

ONE PERSON,

and the happiest one of the world







Monday, May 11, 2009

Teclado

Percorrendo,
tecla a tecla
pretas e brancas
naturais e sustenidos
com bemóis incluídos
devagar, mas sem nunca parar
como se da primeira vez se tratasse.

Um dó de entusiasmo
Mas um ré de medo...

Um ré sustenido

Um mi seco
...Respirar fundo...
Um fá tremido
Um sol e um lá tropeçados
Um si chorado
Um outro dó berrado!
E um murro nas teclas revoltado

A lágrima, o choro temido..
O desespero, a vontade e a falta dela
A barulhenta tela
Um suspiro pela janela
Sem sentido
Por ser lido
Estremecido

E algo demasiado abstracto para ser explicado
Ou algo demasiado lógico para ser entendido

A vida é mesmo assim:
uma escala lógica, outra desvairada
uma escala alegre, outra triste
uma escala ousada
uma escala amada
uma escala desejada
uma escala perdida...

A Pauta com as notas aos saltos
Lembra a pulsação do pianista:
ora lenta, ora forte.
ora em vida, ora perto da morte
vivacidade activa, ou o corte.

Chegado o fim do teclado,
Há que voltar ao início
pois ao olhar a vida de lado
ao sentir algo terminado
ao prostrar-se ajoelhado
a vida cruel não espera.
mas esperança nao desespera
e apesar de seres uma criatura mera
eu acredito em ti.

Tal como a Fénix, renasce.
Levanta-te e volta ao início do teclado, há muitas músicas por tocar!




Sunday, May 3, 2009

Gente infame, tempo efemére.
Tudo gira à minha volta
Agoniza-me e devolve-me uma revolta

Daquele soberbo tempo solarengo
Sepultura e laje estão já enterradas.
Resta agora percorrer novas estradas
Que devolvam a vontade de viver
Que alguém, talvez sem querer,
Derrubou não olhando para trás.
Prostrando pela terra e pelas calçadas
Gemidos, gritos de dor e lágrimas ensanguentadas
Porque efémere é a palavra certa;
efémere inocência, efémere paciência
efémere plenitude e estabilidade.
Pois dói a verdade...
Não harmoniza com o intlecto, a inteligência
Não harmoniza com nada!

Algo de sobrentaural me afrontou... e afronta.

E foram-se os sorrisos,
e foi-se a ansiedade de viver
Morreu a esperança de alcançar o poder
Perdeu-se aquele pedacinho de céu...


Morreu a esperança de te voltar ter...