Orgulho cruel, que te apoderas indeliberadamente das pessoas, uma coisa eu te digo: Conseguiste o que querias. Tudo o que habitualmente salta a vista é agora estupidamente envolvido por uma camada negra compacta que consome todo o tipo de luz, todo o tipo de esperança. Acabou. Acredito que seja este o fim definitivo de uma pseudo relação que começou ha exactamente 12 meses, com uma simples troca de olhares. Chegou a muito mais do que um beijo, muito mais do que uma relação física. Estavam envolvidos todo o tipo de sentimentos... mas chegaste tu, orgulho, frio e cruel e impiedoso e rebentas-te com tudo, deixando-me sozinha, ou até mesmo sem mim.
Mas a culpa nao é só tua, orgulho, a culpa nao é só tua.. alguém te acolheu. Filho da mãe, sacana, alma que julga que me tem na mão e despreza qualquer um, sentindo-se assim seguro.
É aqui. É aqui e agora. Chegou o fim. Depois de tanto tempo já era hora de isto mudar... enganei-me na porta mas, nao querendo acreditar na verdade, nao fechei a janela com esperança de que voltasses. E tu, simplesmente, ingnoras-te.
Neste fim de tarde gélido tento aquecer-me com a minha guitarra, essa que me acompanha incondicionalmente em qualquer altura da minha vida, desde sempre para sempre.
Nao sinto a pulsação. Nao consigo respirar. Não me corre sangue nas veias, olhar vago e vazio dominou-me. Nao choro por ti. Não chorarei por ti nunca mais.
Contigo ou sem ti, continuarei.
Monday, June 23, 2008
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