Filho da mãe... E não é que tem aliados? Estudos recentes advogam a existência de uma rede que se auto-controla, composta pela vida, a sorte e o mundo.
Escolheram-me a mim como alvo... "Vamos foder aquela!"
E é neste momento que me encontro. O mundo estica as raízes das árvores de vez em quando para que eu bata com o focinho no chão, o tarot não me está favorável... Enfim, a vida é uma miséria.
Sem querer magoo um e outro. Desvalorizo o que devia ser sobrevalorizado. Deparo-me com cruzamentos de saídas infinitas, em que em 99% das possibilidades irei por bom caminho... mas acabo por escolher sempre o 1% que me chama intermitentemente, quase que sublinhado a fluorescente, aquele que me leva ao buraco negro que consome esta e a próxima vida.
Como este mundo e aquele. Literalmente e não só; (é verdade, estou literalmente uma sereia - metade mulher, metade baleia orca.) Por outro lado consumo o inconsumível, bebo com os olhos até atestar a mona, lisa ou enrugada de problemas, de sobrolho carregado de misérias, embevecido pela beleza assustadora deste mundo fdp em que vivo.
Que faço eu? já nem a terra me quer. O destino embrutece-me como um puto que joga playstation até à exaustão. Não vejo nada. Vejo tudo de forma sintética, embora que sintetizando os aspectos irrelevantes.
Insisto em dizer... a terra não é redonda. A terra não anda à volta do sol.
A terra vai à deriva, infiltrada em pensamentos, linhas adversas à razão, poemas de sentimento bruto, por polir, e por isso mesmo puro como o brilho de uma estrela.
Canta alma... canta. Canta enquanto podes. Canta enquanto não sais do chuveiro, porque quando saíres terás de permanecer calada, imóvel, sentindo que o Fado te alcançou e não tens como lhe fugir.
A terra é da cor que quiseres, desde que não dê nas vistas.
