e eu olho-o, nua de preconceitos pela janela.
O que há para além disto?
Para onde foste tu?
Reduzido a nada, reduzido a alma
Reduzido a chama apagada...
Depois de uma vida vivida
Vida cheia, cheia de tudo
Afinal cheia de nada...
Tudo acaba, tudo suprime, tudo expira
Hoje foi a tua vez... de rompante.
apanhando desprevenido quem anda a dormir
passivo, cativo...
Meu mórbido apetite de me atirar
e descobrir o mistério da humanidade,
a única certeza da vida...
o rio que corre para o mar
e encontrar-te a ti, fiel, sorrindo para mim
Abraçando-me com o teu olhar afável
Típico de quem já não teme.
Obrigada... Abílio

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