Monday, December 15, 2008

ambíguo

Poderoso sorriso enigmático
A pluralidade de sentidos
A ambiguidade de um facto
Suores frios, ficar estático,
Conclusão: Pensamentos lidos.

Reflexo do olho vidrado
Fragmento de luz invasora
Unha partida, cabeça rachada
Nada supera esta demora
Chegou o desprezo,
O ódio pela alma errada.

Não há sentido, nao há motivo
Cagas-te para mim, agora existem as minhas leis:
Fode-te filho da puta
Até agora quiseste luta
Ora, agora, aqui a tens.

Tuesday, July 29, 2008

Tudo vai ser novo.

Falta mais de um mes, e o coração parece que me quer sair da boca.

É muito estranha esta sensação... e ainda vai ser mais quando chegar o momento.

Tudo vai ser diferente... estou entusiamadíssima mas ao mesmo tempo um bocado receosa. Tudo vai ser novo.

Escola nova, localidade nova, disciplinas novas, pessoal novo, materiais diferentes. E se não curto? E se eles não me curtem?

Wednesday, July 16, 2008

Permanecem sempre

E pronto, já está. Foi melhor assim...
Enquanto que os amores e as paixoes passam, os verdadeiros amigos permanecem sempre, e esta foi uma prova disso mesmo.

Tuesday, July 15, 2008

Vestir de Preto e ouvir Rock

Sabes, não é por me vestir de preto e ouvir rock que não tenho sentimentos.

Sinto-me desalojada, desprezas-me como quem pontapeia um cão vadio, sem sequer me dares uma razão para o fazeres.
Nada bate certo. Amo-te mas não te quero amar, está sol quando quero que chova e a chover quando quero o sol. Não consigo dar atenção a quem me ama, simplesmente porque me concentro em encontrar a chave para abrir a porta da minha felicidade.
Tantas vezes já prometi a mim mesma que te ía esquecer, mas quando me deparo contigo não consigo deixar de te ver como mais do que uma mera pessoa que se cruza no meu caminho... Será que te quero mesmo esquecer?

Tuesday, July 8, 2008

Gostavas?

Tem olhos e não vê, tem nariz e recusa-se a sentir o perfume da rosa vermelha. Os ouvidos por ela são tapados, e os braços cruzados impedindo assim de palpar tudo e nada. Boca selada. Nao fala, nao sorri, não beija.
Fechou-se para o mundo... está no seu direito não está? Há algo que a possa impedir?
Sim, há. Há algo que a impede de continuar assim... aquele algo que até tu que estás a ler isto deves estar a imaginar. Toda a gente fala desse algo, todos já o desrespeitaram, todos o sentiram, mas nunca ninguém o viu.
O amor consegue ter a força de um cavalo e ao mesmo tempo a suavidade de uma pena.
Mesmo estando fechada, qualquer coisa a importunava rabiando dentro de si. Essa "coisa", essa coisa era o amor... é verdade.
Com a força do cavalo puxou-a daquele mundo imaginário, e com a suavidade da pena lhe lembra todas as noites do ser que lhe roubou o coração. Todas as noites a faz virar e revirar na cama discutindo com ela própria se de facto aquele ser tão perfeito a ama, se naquele momento também está a pensar nela, se estão ambos concentrados na mesma estrela, como se se tratasse de um conto de fadas...
Mas ao mesmo tempo a faz interrogar-se se não está a fazer figura de ursa. Se calhar fui directa de mais... mas é mesmo assim. É mesmo isso...
Não a gostavas de ajudar?

Thursday, July 3, 2008

Simplesmente, muito simplesmente...

A decisão ou a falta dela. A decisão de quem tantas vezes ousou fracassar, desistindo.

Noite minha que me consomes, noite minha que dominas tudo o que se atreve a fechar os olhos, não sabendo se por uma última vez. Tudo está estático. O latido dos rafeiros ecoa-me nos ouvidos, e a lua já subiu, já foi pendurada no seu lugar. Só eu é que permaneço movel, destoando de tudo o resto. Mas começo já a perder as forças... as palpebras vão teimando em cair... sinto-me cada vez mais leve, mais leve... acho que estou a chegar ao mundo dos sonhos. Mundo este que não me deixa mentir.
Simplesmente não queria.
Simplesmente não queria que tudo isto acaba-se assim... dói-me o peito, sabes amor?
Dói-me o peito, sinto a tua falta... no teu lugar encontra-se um poço sem fundo, buraco vazio que simboliza toda a minha alma. É verdade... sinto-me vazia...
Simplesmente não queria confessar.
Simplesmente queria acordar para deixar agora de pensar, deixar agora de sonhar, deixar agora de ter consciência.
Apetece-me cometer loucuras, apetece-me voltar a ser e voltar a ser-te.
Não, não quero mesmo continuar. Simplesmente não quero...
Mas sinto muito a tua falta. Sinto que estás muito longe, sinto que continuas a ser o meu cavaleiro andante, louco e triunfante como um salteador. Nesta noite reavivam-se todas as conversas que tivemos, todas as palavras soltas que dissemos por amor.
Não quero confessar mais. Quero acordar. Larga-me força oculta que me leva a escrever tudo o que sinto!
Por uma última vez.. eu não queria, mas impedes-me de mentir força imponente.
Simplesmente, muito simplesmente...
Eu continuo a amar-te...

Monday, June 23, 2008

orgulho cruel

Orgulho cruel, que te apoderas indeliberadamente das pessoas, uma coisa eu te digo: Conseguiste o que querias. Tudo o que habitualmente salta a vista é agora estupidamente envolvido por uma camada negra compacta que consome todo o tipo de luz, todo o tipo de esperança. Acabou. Acredito que seja este o fim definitivo de uma pseudo relação que começou ha exactamente 12 meses, com uma simples troca de olhares. Chegou a muito mais do que um beijo, muito mais do que uma relação física. Estavam envolvidos todo o tipo de sentimentos... mas chegaste tu, orgulho, frio e cruel e impiedoso e rebentas-te com tudo, deixando-me sozinha, ou até mesmo sem mim.
Mas a culpa nao é só tua, orgulho, a culpa nao é só tua.. alguém te acolheu. Filho da mãe, sacana, alma que julga que me tem na mão e despreza qualquer um, sentindo-se assim seguro.
É aqui. É aqui e agora. Chegou o fim. Depois de tanto tempo já era hora de isto mudar... enganei-me na porta mas, nao querendo acreditar na verdade, nao fechei a janela com esperança de que voltasses. E tu, simplesmente, ingnoras-te.
Neste fim de tarde gélido tento aquecer-me com a minha guitarra, essa que me acompanha incondicionalmente em qualquer altura da minha vida, desde sempre para sempre.
Nao sinto a pulsação. Nao consigo respirar. Não me corre sangue nas veias, olhar vago e vazio dominou-me. Nao choro por ti. Não chorarei por ti nunca mais.
Contigo ou sem ti, continuarei.

Tuesday, May 6, 2008

o TEU poder...

Hoje, nesta noite cinzenta,
nada parece querer ajudar
ninguém me enxuga as lágrimas
ninguém me ensina a voltar a amar...

O sono vai deixando de ter lugar
enquanto um silencio singular me invade
fazes-me falta, meu amor,
fazes-me falta, e deixas saudade...

Olhando-me ao espelho,
solto um suspiro de incompreensão
sinto falta do teu beijo
sinto falta da tua mão...

Simplesmente eu te digo
que nao é minha intensão te magoar
ama-me, nem que só como amigo,
ama-me nem que só num olhar...

Tal como a lua precisa do sol,
tal como o céu precisa do mar,
eu preciso de ti, minha luz,
poe de novo meus olhos a brilhar...

Amo-te tanto...

Sunday, May 4, 2008

Mãe!

Minha protecção, meu coração:
és a minha alma gémea
a eterna amizade
a flor que me inspira
és o anjo disfarçado...
És aquela simplicidade complexa!
Perfume que dá sentido à minha vida
sorriso que me completa
olhar que sempre me surpreende...
ser que tudo compreende...
MÃE, EU PRECISO DE TI!
Tal como o escuro precisa da luz...
Tal como o mar precisa do céu...
Ensinas-me, repreendes-me, amas-me!
Obrigada, por tudo mesmo,
Obrigada Mãe!

Monday, April 28, 2008

"Violino"


Um pungente violino chora,
Num gemido que me prende…
Toca, por favor, dança para mim.
Não quero adiar-te mais…

Notas etéreas vogam nas tuas cordas,
Acariciantes, quais mãos de amante.
Música sensual… toque de um anjo,
Caminho sereno, para o sonho.

Abraça-me num amplexo de prazer,
Chama-me… Anseio o teu sinal.
Tenta o meu coração solitário, e,
Toca… dança a minha melodia…

Célere, rápida, a música foge
Sem compaixão, a corpo ou alma…
Sedutora de solitárias dores,
Dança… toca até final…

Caras rodam, enquanto danço com paixão…
Relâmpagos de fogo, nas esquinas de meus olhos…
O violino toca, como nunca antes tocou…
E torno-me eu… e a solidão, desaparece…

Com um gemido final, um toque final,
Desfalece o violino, a música morre…
Deixando para trás, um vazio…

Mas…Encontrar-te-ei de novo…

violino amigo...




Sunday, April 6, 2008

A televisão

A televisão.
Importante meio de comunicação social ( e não só, ) sem o qual já ninguém imagina viver.
Realmente, hoje em dia são escassas as habitações que não a ligam num final de tarde que para ver uma novela, um telejornal, ou até mesmo um concurso no qual qualquer um pode participar possuindo apenas mais um telefone.
Qual é a criança que não sabe o nome do canal de televisão onde passam os desenhos animados? E qual é o menino que, ao ver o peluche do desenho animado XPTO na loja não o pede à mãe?
Se há mais uma bombardeamento no Iraque, bastam cerca de vinte minutos para a bomba explodir também nas nossas casas, no café ou no restaurante. Todos comentam, todos suspiram, todos lamentam, todos se vão apercebendo da realidade.
Mas, nos dias de hoje, este aparelho também traz bastantes aspectos negativos. Não é por acaso que, com o aparecimento da televisão, a população começou a engordar, a gastar mais dinheiro, a perder aptidões para discursar e a esquecer aquela habitual, mas muito importante, partilha de ideias.
É assim, é esta a realidade e possivelmente o futuro. Cabe-nos a nós optar por um estilo de vida equilibrado, acompanhando as "novidades" mas também não esquecendo os velhos saudáveis hábitos.

Saturday, March 15, 2008

incurável, intocável

Amar é ser prisioneiro de um olhar
é ser cumplice de uma voz
pretender mais momentos a sos
é querer e não conseguir falar...
é ver beleza no obscuro
unidos ultrapassar o muro
ter a esperança na palma da mão
é estar acorrentado a um coração
é usar lentes coloridas neste mundo cinzento
é sonhar mais alto que o voo da pomba
é não travar perante a lomba
é viver de cada lamento...
é ouvir música no ruído
é ver amor no abstracto
tentar alcançar a perfeição em cada acto
é esconder de todos aquele pequeno grande gemido
é corar involuntariamente
é chorar quando se tem de esquecer
é querer contemplar com o amado o amanhecer..



é a definição do impossível,
é a caracterização do inacreditável,
é uma forma de estar, um estado de espírito
incurável, intocável.

Wednesday, February 20, 2008

medo...

Sentimento com a tal fatal essência
Atacante das almas desprevenidas
As quais, nao tendo duas vidas,
se rendem à simplicidade complexa da evidência...
Mas, como toda a regra tem excepção,
Como existe sempre um senão,
Talvez por amarras ao passado
Talvez por temor ao que vem
Um simples alguém recuou
E um coração desafortunado despedaçou...
medo...
"paralisante eficaz"
palavra singular com pluralidade de sentido
Solta-te do meu caminho!
Larga o meu destino!
Não quero este fim...
Digo-te: vai por entre as chamas e arde
antes que para tudo seja demasiado tarde
antes que o meu amor se esqueça de mim...




Sunday, February 17, 2008

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís de Camões



Obrigada por tudo... Amo-te
14/02/2008


Tuesday, February 12, 2008

Escada em Caracol


É uma escada em caracol
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.

Sobe-se numa corrida.
Corre-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.
David Mourão - Ferreira


Saturday, January 26, 2008

Perdi-me ( continuação )

A gota penetra na terra.
O meu corpo torna-se frio. A minha cara empalidece-se e a respiração sustém-se. Deixo de sentir... de me sentir. A tristeza e a solidão anteriormente sentidas e agora livres de mim e por tudo o resto esquecidas, espalham-se por toda a terra e relembram-me nos quatro cantos do mundo.
Começa a chover. O tal corpo frio, arroxeado e agora enxarcado, volta à sua origem, à mãe natureza... porque ninguém vai sentir a sua falta. Porque o que habitava aquele corpo, todos os sentimentos e todo o amor nunca interessaram verdadeiramente e ninguém.
As brisas transformaram-se em vento, e a gota deixada no mundo mistura-se com as gotas imponentes da chuva e caí mais uma vez no esquecimento de todos e de ninguém.
Um trovão. Anuncia-se o fim.
Barulho impiedoso que transporta todas as dores leva também um último desejo de compreensão.
Um par de trovões. Acabou.
Helena Miranda

Thursday, January 24, 2008

Perdi-me


Vagueando rumo ao infinito penso em ti. Olho em meu redor e apercebo-me das estrelas intermináveis que me seguem com a sua luz simples mas fria, provocando em mim um mal estar bastante incómodo.
O sol já se pôs, e levou consigo toda a minha vontade de viver... suspeitando que não voltará a nascer, os meus olhos perdem as forças e fecham-se... Porquê continuar a lutar? Por quem?Desisto do meu objectivo e deixo-me cair sobre a terra fria e húmida. Encostada à mãe natureza, os olhos anteriormente fechados soltam uma pequenina gota translúcida e reluzente que exterioriza tudo o que há para exteriorizar... porque não vale a pena tentar ser forte... porque não vale a pena tentar mostrar o que não sou...
Invandem-me subitamente brisas geladas que arrancam de mim o que ainda sobrava... agora estou vazia. Estou completamente vazia.
Livrei-me de tudo: do desejo, do medo, da culpa, da pouca alegria, da tristeza, dos Amigos, dos amigos, da frieza do mundo, da arrogância alheia, do desejo de vingança, de TUDO, incluindo de TI.
Perdi-me contigo, perdi-me na vida, e agora perdi-me em e de mim.
Porque o meu retrato está feito e o teu também. Porque o mundo está construído e o destino está traçado... não vou, porque nao consigo embora talvez queira, lutar mais por ti.





Wednesday, January 9, 2008

Tu!

Qualquer coisa;
um sopro, um brilho
uma cor , um suspiro
um arrepio
uma forma de amar...
Tudo, nada,
Tu!



Um céu nublado
Ou uma luz que ofusca...
e um simples alguém,
que sem ti nada é, nada tem,
olha para o relógio e suspira...
Ponteiros rudes, ponteiros infiéis...
Ovelhas ronhosas
pedaços de metal,
movimento repetidamente fatal...
estupidamente, com tanto poder!...
Porque estão contra mim?



Tuesday, January 8, 2008

o facto de te amar

Hoje, nesta manhã fria de Janeiro, tento abstrair-me de todos os pensamentos inúteis que levam à inquietude do meu mundo. Mundo este que foi criado pelo meu subconsciente inspirado em tudo o que de obscuro e mau existe nesta vida.

De repente um silêncio instala-se em mim. Uma nulidade de sentido invade-me. Um sopro desegradável e uma decadência de luz embala-me de forma agressiva, como se se tratasse de algo que tenho de esquecer à força. É verdade... é verdade e dói. Tenho mesmo de esquecer. De rompante juntas-te ao meu pensamento, sem sequer pedires autorização... não tenho mais nada a fazer...

Lentamente vou-me lembrando de todos os momentos bons que passamos... momentos que quase me obrigam a desistir da ideia que a própria palavra desistir transmite, enquanto que, ao mesmo tempo, outra força completamente adversa insiste para que desista.

Mas... feliz ou infelizmente... eu sei que te amo. E por mais que te queira esquecer, cada vez mais me convenço que nesta vida nao tenho "quereres". Tudo e todos, todas as forças e tudo o que nao tem absolutamente nada haver comigo se agarra a mim e me tenta mudar.

Acabo de encher esta folha inicialmente vazia com mais uma outra ideia. É formada por alguma palavras que soltas nao têm sentido, mas que juntas tem por missão mudar este meu mundo que " alguém" domina: Por muito que me queiram mudar jamais conseguirás mudar pelo menos uma coisa em mim: o facto de te amar.