PORQUE RAIO DEVIA EU FAZER O TRABALHO DOS OUTROS POR LIVRE VONTADE?!
Thursday, September 8, 2011
Thursday, August 11, 2011
Sinto-me como uma castelo de cartas... de aspecto frágil e vazia por dentro.
Cada vez mais me convenço de que quanto mais vou a luta, mais porrada levo. As vitórias escasseiam, embora o esforço seja permanente e implique lágrimas e suor.
Onde está a luz?
Devo esperar que alguém sopre sobre mim e desfaça o meu castelo vazio? Devo destruir antes que alguém o faça, destacando assim uma vitória minha?
Porque me desfaço em lágrimas? Porque se aperta a minha garganta e cerram os meus lábios?
Por uma sensação de completa falhada perante uma causa que surgiu como importante... embora pareça que ninguém o percebe.
Monday, June 13, 2011
Com saudades de alguém que sei que jamais irei encontrar
de alguém que me fez sonhar
Em tempos felizes, momentos solarengos
Que agora enevoados pelo triste escuro
me colocam à frente um muro
Acredito que estás atrás deste muro
Batendo e ensanguentando as tuas mãos
com a força com que tentas deitá-lo ao chão
para poderes voltar a abraçar
a tua família que ousaste deixar
e agora nao cessas de recordar
Eles aqui ficaram, pobres coitados
sentindo o teu cheiro dissipando
das roupas, lugares, sorrisos que deixaste
mas que no teu coração guardaste.
E agora gritas a pulmões cheios
Para aqueles que te deram sentido a vida
te ouçam chorar a pérola perdida
sintam a tua lágrima caída
nesse chão que jamais poderei pisar.
Sinto que estás a tentar falar comigo
Por esta gota que me escorre pela cara
Fala Fernando, fala,
Conta-me porque me deixaste
Naquele dia em que te apagaste,
Como a chama de uma vela exposta ao vento...
Monday, June 6, 2011
Sunday, June 5, 2011
É assim que se agradece? é assim que NAO se agradece?
Eu passo-me com voces, eu passo-me comigo
Eu estou farta disto
Todos os fim de semanas a levar bolinhos aos velhinhos porque coitadinhos estao sozinhos em casa, e ficam contentes quando a netinha la vai; no entanto nao se lembram que aqui a parva tem de gastar dinheiro para comprar as cenas e andar montes de tempo para chegar lá a casa deles
Sempre precoupada, sempre a pensar neles... e respondem-me com que?
que putas de crises sao estas?
Não faço nada de mais e "no meu tempo nao havia estas faltas de educação, em que os mais novos que tem mais vitalidade nao arrumam tudo para os mais velhos poderem estar a falar" "no meu tempo nao se respondia aos pais"
e a liberdade de expressao? Fodeu?
ESTOU FARTA, JURO, APETECE-ME GRITAR ATÉ MORRER COM FALTA DE AR
estou farta desta casa de malucos, desta familia ingrata
de ser a ovelha negra e rebelde da familia perfeita, que estraga tudo e chateia todos
Friday, June 3, 2011
Depressão, tão forte sensação
de que o mundo vai desabar
o ar vai acabar
sem simplesmente saber porquê.
Aperto no coração, embora sem pulsação
respiro e ando como uma gazela
de pescoço erguido, mas sempre com trela
Essa que não me deixa extravazar.
Preciso de um rumo, preciso de um alento
um tempo que me indique se a direcção do vento
é a verdadeira, a que devo seguir.
Seguir para... sorrir
Porque hoje encerro em mim o que pesa
Nada sai, porque nao há para sair
porque não sei o que acabrunha
Nem uma lagrima escorre...
Essa mesma que corre para o caminho do sossego
Quando foge o alento para a vida
A cabeça deixa de estar erguida
os olhos fecham... tornam-se pedra
dificil de tratar, esculpir,
Nunca deixando sentir
Aquilo que me levará a escolhas
Porque escolhas é a palavra certa
É enquanto escrevo que me auto descubro
Preciso de respostas, porque perguntas tenho uma imensidão
Mas tudo me parece um grande NÃO
um bloqueio sentimental de parte racional
E tudo encubro...
Porque o meu papel é ser fiel
e ouvir quem precisa de ser ouvido,
ajudar quem precisa de ser ajudado
e arrepender-me do que já vou tarde
Não fujas, não sejas cobarde,
e responde à tua razão de viver.
Sem resposta, não há vida
Thursday, April 28, 2011
Fernando, meu catequista
É um sufoco indizivel... É a falta de palavras no seu devido sítio.
Como é possível?
Como é que te perdi? quantas palavras ficaram por dizer? quantos obrigadas não te dei e senti? Ouves-me?
Afogo-me em lágrimas porque não percebo como te tiraram do mundo, a ti, que não eras perfeito mas estavas perto...
És ou eras, EU NEM SEI O QUE DIZER, tão grande amigo. Foste o meu protector num ninho de cobras, eras o único que me percebias e apoiavas.
Não consigo aceitar, sinto revolta, sinto-me capaz de partir tudo. Porquê tu?
Enquanto não secar tudo em mim mesma, vou chorar. Não porque sou sensivel ou qualquer outra coisa, mas porque não tenho outra forma de exteriorizar o que sinto.
E tu, Deus, se existes, és muito injusto. Explica-me o que se passou. Ensina-me a perceber-te... porque és demasiada areia para a minha carruagem.
Obrigada por tudo, neste singular adeus que te dirijo.
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