Thursday, July 3, 2008

Simplesmente, muito simplesmente...

A decisão ou a falta dela. A decisão de quem tantas vezes ousou fracassar, desistindo.

Noite minha que me consomes, noite minha que dominas tudo o que se atreve a fechar os olhos, não sabendo se por uma última vez. Tudo está estático. O latido dos rafeiros ecoa-me nos ouvidos, e a lua já subiu, já foi pendurada no seu lugar. Só eu é que permaneço movel, destoando de tudo o resto. Mas começo já a perder as forças... as palpebras vão teimando em cair... sinto-me cada vez mais leve, mais leve... acho que estou a chegar ao mundo dos sonhos. Mundo este que não me deixa mentir.
Simplesmente não queria.
Simplesmente não queria que tudo isto acaba-se assim... dói-me o peito, sabes amor?
Dói-me o peito, sinto a tua falta... no teu lugar encontra-se um poço sem fundo, buraco vazio que simboliza toda a minha alma. É verdade... sinto-me vazia...
Simplesmente não queria confessar.
Simplesmente queria acordar para deixar agora de pensar, deixar agora de sonhar, deixar agora de ter consciência.
Apetece-me cometer loucuras, apetece-me voltar a ser e voltar a ser-te.
Não, não quero mesmo continuar. Simplesmente não quero...
Mas sinto muito a tua falta. Sinto que estás muito longe, sinto que continuas a ser o meu cavaleiro andante, louco e triunfante como um salteador. Nesta noite reavivam-se todas as conversas que tivemos, todas as palavras soltas que dissemos por amor.
Não quero confessar mais. Quero acordar. Larga-me força oculta que me leva a escrever tudo o que sinto!
Por uma última vez.. eu não queria, mas impedes-me de mentir força imponente.
Simplesmente, muito simplesmente...
Eu continuo a amar-te...

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