Sunday, May 3, 2009

Gente infame, tempo efemére.
Tudo gira à minha volta
Agoniza-me e devolve-me uma revolta

Daquele soberbo tempo solarengo
Sepultura e laje estão já enterradas.
Resta agora percorrer novas estradas
Que devolvam a vontade de viver
Que alguém, talvez sem querer,
Derrubou não olhando para trás.
Prostrando pela terra e pelas calçadas
Gemidos, gritos de dor e lágrimas ensanguentadas
Porque efémere é a palavra certa;
efémere inocência, efémere paciência
efémere plenitude e estabilidade.
Pois dói a verdade...
Não harmoniza com o intlecto, a inteligência
Não harmoniza com nada!

Algo de sobrentaural me afrontou... e afronta.

E foram-se os sorrisos,
e foi-se a ansiedade de viver
Morreu a esperança de alcançar o poder
Perdeu-se aquele pedacinho de céu...


Morreu a esperança de te voltar ter...