Todo o dia a ansiar a noite. Toda a noite a ansiar o dia.
Toda a vida a duvidar da morte e da sorte
Já não posso o que podia, já nao dá o que queria;
Tudo lentamente muda, tudo é levado pelo tempo
Mas antes do tempo tudo levar eu não aguento
E quase rebento...
Preciso de algo fortificante, algo brilhante
Algo que te substitua.
Algo terno, quente e reconfortante...
Porque nada ocupa o teu lugar:
Todo o dia anseio a noite pois enquanto durmo não penso em ti; Finalmente chega a noite. Entre a almofada e os lençóis sussurro para as paredes um "é agora que deixo de pensar em ti" de alívio, mas é em vão. Viro-me e reviro-me, transpiro, grito-te, choro-te, espero espero espero... até que desespero. Nesse momento só preciso do dia para ter algo com que me entreter e não me ocupares a mente. Abro a janela e olho para as estrelas... uma delas prende-me o olhar, tenho a certeza de que és tu... e adormeço. Adormeço a pensar na irrealidade que és tu a preocupares-me com o meu bem estar, a minha felicidade, em me teres nos teus braços de novo com um abraço forte.
Mas não dá, é apenas a merda de um desejo que me atormenta todos os dias.
Será que alguma vez te vão conseguir substituir? Solto um suspiro... porque me fizeste isto?
"Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, guardar só o que é bom de guardar"
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