Sentimento que me faz expirar a alma, sentimento que aquela música desperta em mim. Como que uma certa melancolia, saudade ou incerteza, avareza talvez, certamente que sim.
É incompatível.
Aperto no peito, amontoado de remorsos ou culpas de ter agido ou não agir, não fazer e fazer, não querer perder e ter perdido. Chumbo forte, tiro certeiro, sítio certo e momento fulcral.
Querer a definição e não a ter irrita-me, faltar a lente de focagem e tudo desvanecer a cada passo que me aproximo enfurece-me ainda mais. Exitações e tremeliques, coisas de quem não sabe o que quer, coisas de quem tem sintomas de patologia grave de medo.
Esgueiram-se os pensamentos por cantos incertos, na esperança de os apanhar um cadeado sem chave.
Pincel que anseia rabiar o que vem dentro cá fora, tela que chora por falta de carinho, cócegas, que o cavalete a sustente durante horas a fio no seu colo, que alguém a fite com um olhar atrevido impulsionador de pinceladas desvairadas e irreverentes.
Faz falta mudar o mundo, e eu sei que já saio atrasada.
Mas saio com a força de um dragão, a velocidade da chita, a sensualidade do tigre e a inteligência da Helena para chegar ao topo.
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