Monday, August 31, 2009

Zenzinho, onde me levas*

Talvez seja estraha... Mas a verdade é que sou assim.
Deitada, na minha cama, olhando para a chama intensa, no entanto pálida do meu jardim zen os meus pensamentos voam para parte incerta.
Sinto-me mar, sinto-me céu, montanhas, ar, estrela... sinto-me tudo, sinto-me nada.
Deitada, na minha cama, olhando para a chama intensa, no entanto pálida do meu zen, com a guitarra a servir de ombro amigo.
A nostalgia é um sentimento pesado.
Enrolo-me sobre mim, sem ninguém saber nua, não sentindo nada mais a não ser eu.
Esqueço a vela, esqueço o zen. Esqueço a minha companheira de viagens e lamúrias ao luar.
O meu coração começa a abrandar, o virus do querer e não poder fica alerta.
No escuro da união entre pernas e braços, voltada para o meu umbigo respiro fundo... Onde andas tu Helena? Onde te leva o teu coração?
Sinto falta. No meu estado natural sinto falta de carinho.
Quem me roubou o coração há dois anos já lá vai, no entanto acho que fiquei com uma ferida por selar.
Sinto falta de um abraço grande.

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