Wednesday, January 13, 2010

Querer passar para palavras aquilo que me importuna a alma e selarem-me as passagens. Ata-se um nó na garganta, o nó na garganta. Tudo se assemelha a uma revolução. Não quero olhar para trás, solto-me de qualquer réstia de mágoa que possa ter ficado agarrada ao subconsciente que tenta cada vez mais tornar-se racional. Porquê?
Puchar a fita atrás e ver de novo o filme de terror que amedronta qualquer um. Num àpice passar do cor de rosa ao negro sem que ninguém dê por nada.
Calma... só agora ainda a história começou, e o final não se avista. Nada está definido, nada pré-estipulado.

Thursday, January 7, 2010

o meu pérfido sentimento

Ir para além das respostas, simplesmente contigo;
Aquele pérfido sentimento que me inspira, com um doloroso querer de algo inéquo, te querer a ti, te querer comigo.
Algo subjacente a tamanho sentimento sem eira nem beira, mas que não subjuga qualquer pedra angular. O que interessa é central, o que interessa é inextimável, inexplicável, incontável e indomável, essência que me domina com tamanha leveza que nem dou com certeza que ando em círculos, dentro de mim.
E palavra que soletrando me arrepia, que nunca deixa de rabiar dentro de mim... a qual hoje te dedico: amo-te.
Entrelaçar de dedos que nos une, toque suave como uma pena com que me abraças... sintilar punjente de algo que me torna feliz.
Ir para além das respostas, simplesmente contigo. Desde o dia 27 de Outubro, para sempre.

Thursday, December 31, 2009

Hino de graças

Cantando um hino ao sol poente despeço-me de ti. Despedaço, desembaraço e desenlio-me de algo mais rude, porque nem tudo correu bem.
Com um brilhozinho nos olhos elevo a voz, sussuro de forma audível ao vento tudo o que correu mal, pura e simplesmente para que ele leve de mim o que me acelera o coração... erradamente.
Ano de vida, ano de morte, ano de cambaliar e ano de persistir. Mais um ano de vida.
Despindo perconceitos, abraço o que me fez crescer, mesmo que tenha doído. Prostrada, de braços erguidos recebendo aquela luz quente, agradeço a todos e tudo o que me protegeu, tudo o que não vacilou e não me deixou temer... Porque tremer todos trememos, mas há sempre algo ou aguém, ainda não sei bem, que nos priva do temor.
Entoando este hino de louvor dou graças, graças porque cresci, porque senti, graças porque me esforcei, graças porque me safei e graças porque me entreguei à vida. Sozinha ou com alguém.

Venha 2010, porque 2009 já cá canta!

Wednesday, November 25, 2009

Cor das nuvens (Rapariga do brinco de pérola)

É como criar um rio de flores. Abstrai-te do já existente... E fecha os olhos, calmamente, inventa algo supreendente e brilha por entre a gente.
De que cor são nuvens? Brancas, auto imponho-me sem ir espreitar à janela. Até que num impulso corro as cortinas de flanela e deparo-me com nuvens de um cinzento azulado, ou um verde escuro amarelado, sem nunca ousar despir a leveza e suavidade de algo esbranquiçado.
Ah! Impulso malvado!
É muito mais confortavel não ter de pensar. Torna tudo tão estável... mas começa-se a tornar um pouco monótono.
Quantas nuvens de cores exuberantes me estarão a passar ao lado? Estarei eu a participar num filme a preto e branco por minha, e só minha culpa? É melhor estar alerta, não me vá alguém passar uma multa.
Atenta Helena, fica atenta...

ps. Não morram sem ler "Rapariga com Brinco de Pérola", façam esse favor a vocês mesmos.

Friday, November 13, 2009

Sentimento que me faz expirar a alma, sentimento que aquela música desperta em mim. Como que uma certa melancolia, saudade ou incerteza, avareza talvez, certamente que sim.
É incompatível.
Aperto no peito, amontoado de remorsos ou culpas de ter agido ou não agir, não fazer e fazer, não querer perder e ter perdido. Chumbo forte, tiro certeiro, sítio certo e momento fulcral.
Querer a definição e não a ter irrita-me, faltar a lente de focagem e tudo desvanecer a cada passo que me aproximo enfurece-me ainda mais. Exitações e tremeliques, coisas de quem não sabe o que quer, coisas de quem tem sintomas de patologia grave de medo.
Esgueiram-se os pensamentos por cantos incertos, na esperança de os apanhar um cadeado sem chave.
Pincel que anseia rabiar o que vem dentro cá fora, tela que chora por falta de carinho, cócegas, que o cavalete a sustente durante horas a fio no seu colo, que alguém a fite com um olhar atrevido impulsionador de pinceladas desvairadas e irreverentes.

Faz falta mudar o mundo, e eu sei que já saio atrasada.
Mas saio com a força de um dragão, a velocidade da chita, a sensualidade do tigre e a inteligência da Helena para chegar ao topo.

Sunday, November 1, 2009

Até breve

O céu não pára de chorar...
O cinzento engole-me de uma só vez, tudo muda, tudo se torna pesado.
Saudades, apenas saudades. Aquele sorriso meigo, aquele abraço terno de quem foi retirado do mundo num dia impiedoso e doloroso, apanhando desprevenidos até os que se julgam vacinados contra tudo.
Nunca houve grande ligação, mas não percebo porque, a minha ferida não cura... serás tu? Será Ele?
"Leninha, estás tão grande!"
Palavras que se cravaram no meu coração hoje desfeito em lágrimas.
De beleza incuidável, de sorriso inigualável, de simplicidade intocável...
Isto é para ti, espero que gostes. Obrigada por tudo,

Até breve Tia

Wednesday, October 28, 2009

Dogma canceroso?

Sorrir ao sabor do vento
É a induvidável canção da harmonia
Harmonia perene, pelo menos até um dia
Em que tudo desabe, cumprindo o ciclo vicioso.

Será a felicidade um dogma canceroso?
Nunca antes saberemos,
até sermos levados pelo Todo Poderoso
Em que no juizo final, na disputa do total,
daremos valor ao que realmente importou.

Felicidade, felicidade... tão falada essa felicidade,
Tão lutada e gemida felicidade
Tão esperada, tão idolatrada
ou até quem sabe exultada
Felicidade minha ou de quem a chorou.