Tuesday, July 8, 2008

Gostavas?

Tem olhos e não vê, tem nariz e recusa-se a sentir o perfume da rosa vermelha. Os ouvidos por ela são tapados, e os braços cruzados impedindo assim de palpar tudo e nada. Boca selada. Nao fala, nao sorri, não beija.
Fechou-se para o mundo... está no seu direito não está? Há algo que a possa impedir?
Sim, há. Há algo que a impede de continuar assim... aquele algo que até tu que estás a ler isto deves estar a imaginar. Toda a gente fala desse algo, todos já o desrespeitaram, todos o sentiram, mas nunca ninguém o viu.
O amor consegue ter a força de um cavalo e ao mesmo tempo a suavidade de uma pena.
Mesmo estando fechada, qualquer coisa a importunava rabiando dentro de si. Essa "coisa", essa coisa era o amor... é verdade.
Com a força do cavalo puxou-a daquele mundo imaginário, e com a suavidade da pena lhe lembra todas as noites do ser que lhe roubou o coração. Todas as noites a faz virar e revirar na cama discutindo com ela própria se de facto aquele ser tão perfeito a ama, se naquele momento também está a pensar nela, se estão ambos concentrados na mesma estrela, como se se tratasse de um conto de fadas...
Mas ao mesmo tempo a faz interrogar-se se não está a fazer figura de ursa. Se calhar fui directa de mais... mas é mesmo assim. É mesmo isso...
Não a gostavas de ajudar?

Thursday, July 3, 2008

Simplesmente, muito simplesmente...

A decisão ou a falta dela. A decisão de quem tantas vezes ousou fracassar, desistindo.

Noite minha que me consomes, noite minha que dominas tudo o que se atreve a fechar os olhos, não sabendo se por uma última vez. Tudo está estático. O latido dos rafeiros ecoa-me nos ouvidos, e a lua já subiu, já foi pendurada no seu lugar. Só eu é que permaneço movel, destoando de tudo o resto. Mas começo já a perder as forças... as palpebras vão teimando em cair... sinto-me cada vez mais leve, mais leve... acho que estou a chegar ao mundo dos sonhos. Mundo este que não me deixa mentir.
Simplesmente não queria.
Simplesmente não queria que tudo isto acaba-se assim... dói-me o peito, sabes amor?
Dói-me o peito, sinto a tua falta... no teu lugar encontra-se um poço sem fundo, buraco vazio que simboliza toda a minha alma. É verdade... sinto-me vazia...
Simplesmente não queria confessar.
Simplesmente queria acordar para deixar agora de pensar, deixar agora de sonhar, deixar agora de ter consciência.
Apetece-me cometer loucuras, apetece-me voltar a ser e voltar a ser-te.
Não, não quero mesmo continuar. Simplesmente não quero...
Mas sinto muito a tua falta. Sinto que estás muito longe, sinto que continuas a ser o meu cavaleiro andante, louco e triunfante como um salteador. Nesta noite reavivam-se todas as conversas que tivemos, todas as palavras soltas que dissemos por amor.
Não quero confessar mais. Quero acordar. Larga-me força oculta que me leva a escrever tudo o que sinto!
Por uma última vez.. eu não queria, mas impedes-me de mentir força imponente.
Simplesmente, muito simplesmente...
Eu continuo a amar-te...

Monday, June 23, 2008

orgulho cruel

Orgulho cruel, que te apoderas indeliberadamente das pessoas, uma coisa eu te digo: Conseguiste o que querias. Tudo o que habitualmente salta a vista é agora estupidamente envolvido por uma camada negra compacta que consome todo o tipo de luz, todo o tipo de esperança. Acabou. Acredito que seja este o fim definitivo de uma pseudo relação que começou ha exactamente 12 meses, com uma simples troca de olhares. Chegou a muito mais do que um beijo, muito mais do que uma relação física. Estavam envolvidos todo o tipo de sentimentos... mas chegaste tu, orgulho, frio e cruel e impiedoso e rebentas-te com tudo, deixando-me sozinha, ou até mesmo sem mim.
Mas a culpa nao é só tua, orgulho, a culpa nao é só tua.. alguém te acolheu. Filho da mãe, sacana, alma que julga que me tem na mão e despreza qualquer um, sentindo-se assim seguro.
É aqui. É aqui e agora. Chegou o fim. Depois de tanto tempo já era hora de isto mudar... enganei-me na porta mas, nao querendo acreditar na verdade, nao fechei a janela com esperança de que voltasses. E tu, simplesmente, ingnoras-te.
Neste fim de tarde gélido tento aquecer-me com a minha guitarra, essa que me acompanha incondicionalmente em qualquer altura da minha vida, desde sempre para sempre.
Nao sinto a pulsação. Nao consigo respirar. Não me corre sangue nas veias, olhar vago e vazio dominou-me. Nao choro por ti. Não chorarei por ti nunca mais.
Contigo ou sem ti, continuarei.

Tuesday, May 6, 2008

o TEU poder...

Hoje, nesta noite cinzenta,
nada parece querer ajudar
ninguém me enxuga as lágrimas
ninguém me ensina a voltar a amar...

O sono vai deixando de ter lugar
enquanto um silencio singular me invade
fazes-me falta, meu amor,
fazes-me falta, e deixas saudade...

Olhando-me ao espelho,
solto um suspiro de incompreensão
sinto falta do teu beijo
sinto falta da tua mão...

Simplesmente eu te digo
que nao é minha intensão te magoar
ama-me, nem que só como amigo,
ama-me nem que só num olhar...

Tal como a lua precisa do sol,
tal como o céu precisa do mar,
eu preciso de ti, minha luz,
poe de novo meus olhos a brilhar...

Amo-te tanto...

Sunday, May 4, 2008

Mãe!

Minha protecção, meu coração:
és a minha alma gémea
a eterna amizade
a flor que me inspira
és o anjo disfarçado...
És aquela simplicidade complexa!
Perfume que dá sentido à minha vida
sorriso que me completa
olhar que sempre me surpreende...
ser que tudo compreende...
MÃE, EU PRECISO DE TI!
Tal como o escuro precisa da luz...
Tal como o mar precisa do céu...
Ensinas-me, repreendes-me, amas-me!
Obrigada, por tudo mesmo,
Obrigada Mãe!

Monday, April 28, 2008

"Violino"


Um pungente violino chora,
Num gemido que me prende…
Toca, por favor, dança para mim.
Não quero adiar-te mais…

Notas etéreas vogam nas tuas cordas,
Acariciantes, quais mãos de amante.
Música sensual… toque de um anjo,
Caminho sereno, para o sonho.

Abraça-me num amplexo de prazer,
Chama-me… Anseio o teu sinal.
Tenta o meu coração solitário, e,
Toca… dança a minha melodia…

Célere, rápida, a música foge
Sem compaixão, a corpo ou alma…
Sedutora de solitárias dores,
Dança… toca até final…

Caras rodam, enquanto danço com paixão…
Relâmpagos de fogo, nas esquinas de meus olhos…
O violino toca, como nunca antes tocou…
E torno-me eu… e a solidão, desaparece…

Com um gemido final, um toque final,
Desfalece o violino, a música morre…
Deixando para trás, um vazio…

Mas…Encontrar-te-ei de novo…

violino amigo...




Sunday, April 6, 2008

A televisão

A televisão.
Importante meio de comunicação social ( e não só, ) sem o qual já ninguém imagina viver.
Realmente, hoje em dia são escassas as habitações que não a ligam num final de tarde que para ver uma novela, um telejornal, ou até mesmo um concurso no qual qualquer um pode participar possuindo apenas mais um telefone.
Qual é a criança que não sabe o nome do canal de televisão onde passam os desenhos animados? E qual é o menino que, ao ver o peluche do desenho animado XPTO na loja não o pede à mãe?
Se há mais uma bombardeamento no Iraque, bastam cerca de vinte minutos para a bomba explodir também nas nossas casas, no café ou no restaurante. Todos comentam, todos suspiram, todos lamentam, todos se vão apercebendo da realidade.
Mas, nos dias de hoje, este aparelho também traz bastantes aspectos negativos. Não é por acaso que, com o aparecimento da televisão, a população começou a engordar, a gastar mais dinheiro, a perder aptidões para discursar e a esquecer aquela habitual, mas muito importante, partilha de ideias.
É assim, é esta a realidade e possivelmente o futuro. Cabe-nos a nós optar por um estilo de vida equilibrado, acompanhando as "novidades" mas também não esquecendo os velhos saudáveis hábitos.