Emanando algo indefinido
cravando em memórias o olhar gélido
pensando talvez que chegou já o fim
que tudo aquilo foi liberto sem mim
sem despedidas, deixando feridas.
Mas sentindo ainda o fulgor daquelas terapias
sólidas, cultas, tremendas terapias
tão belas, tão simples, tão profundas
Que agora por saudade desvanecem imundas
Numa alma que perdeu sem saber.
Tu, ponta de caneta tão sentida e vivida
que nesta hora de reviver deslumbramento me desnudas:
Querer voltar atrás será pecado?
Reviver horas passadas levar-nos-á a algum lado?
De sorrisos, abraços, momentos...
Que pareciam tão eternos, mas enfim, tão efémeros
Que subtilmente me enganaram,
e que hoje tão sublimemente só me deixaram.
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