Wednesday, July 4, 2007

Pinceladas e Pensamentos

Hoje acordei...
Acordei cedo e fui para o atelier. Apetecia-me pintar. Ia mesmo com a pica toda, nao sei porque. Cheguei la' e, como tinha acabado a ultima tela na ultima vez que la' tinha estado, era hora d começar a imaginar como ia ser a pro'xima. Fui ao arma'rio e tirei um la'pis e uma borracha. Duas cenas q sem as quais eu nao vivia. Peguei tambe'm na tela e comecei a desenhar dois vultos inspirados num outro desenho que algue'm tinha tirado da net, e que eu tinha adorado. Eram dois vultos que pareciam mover-se; parecia que estavam a dac,ar. Depois de ter desenhado, faltava escolher como seria o fundo da tela. Apo's algum tempo a imginar e supor algumas hipo'teses... cheguei a conclusao juntamente com a teacher q ia fazer um fundo em degradet do amarelo prima'rio, passando pelo amarillo na'poles e acabando em vermelho. Ia integrar as cores de forma a que as mudanças de cor fossem subtis... queria que aquele quadro transmitisse uma certa calma e elegancia de um slow cla'ssico.
Molhei o pincel num pouco de o'leo e retirei o excesso com o auxilio de papel. Como tinha planeado, comecei por molha'-lo na tinta amarela que tinha colocado na paleta. Olhei para a tela, sobre o cavalete, ainda branca. Nao pensei duas vezes; com o pincel ja na mao, comecei a cruzar pinceladas amarelas com brancas,de forma a que desse um efeito de luz e que a tinta ficasse mto bem integrada. E assim continuei.. rapidamente me ocupei de metade da tela, onde comecei a juntar vermelho de forma a fazer um laranja claro, que a' medida que se ia apoderando da tela se tornava vermelho.
Enquanto outras pessoas falavam, eu ia pintando... de vez em quando perguntavam qualquer coisa e eu la' mandava o meu bibtite. Mas perguntava-me a mim mesma como e' que aquelas pessoas tendo uma tela a frente por pintar, conversavam tanto!
Enfim, e entre pensamentos e pinceladas, acabei o fundo. Tinha uns tons profundos... Tinha alcançado o meu objectivo inicial.
Como ainda tinha algum tempo, comecei a pintar os vultos. Humedeci mais uma vez o pincel em oleo de forma a hidratar nao so' as tintas como tambe'm a tela. Peguei num bocado de preto e comecei por pintar a figura masculinha. Queria dar-lhe um ar delicado mas ao mesmo tempo imponente. O vulto tinha ombros largos e apresentava-se com a cabeça erguida. De seguida passei para a rapariga, igualmente delicada, tambe'm com a cabeça tanto ou mais erguida e com os braços esguios que abraçavam o seu par.
Era engraçado observar como aqeles borroes de tinta negros com forma humana reuniram tanta vida e um ar de importancia quando os desenhei e pintei com um pescoço alto e a cabeça erguida... Dava a impressao que se ajudvam mutuamente, nunca deixando ficar um deles para tr'as.
De um momento para o outro qualquer coisa interrompeu esta minha mare' de pensamentos. A teacher estava a perguntar como e' que eu tinha trabalhado tanto eu tao pouco tempo, mas que, contudo, o trabalho etava a ficar bom.
Tinham-se passado tres horas. Era hora de sair pois o atelier ia fechar.
Observei mais uma vez o ar daquelas simples figuras e sorri.
Peguei nos meus materiais e arrumei-os dentro da minha mala translu'cida, despedi-me de todos, e sai'.

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