Monday, June 13, 2011

Com saudades de alguém que sei que jamais irei encontrar
de alguém que me fez sonhar
Em tempos felizes, momentos solarengos
Que agora enevoados pelo triste escuro
me colocam à frente um muro

Acredito que estás atrás deste muro
Batendo e ensanguentando as tuas mãos
com a força com que tentas deitá-lo ao chão
para poderes voltar a abraçar
a tua família que ousaste deixar
e agora nao cessas de recordar


Eles aqui ficaram, pobres coitados
sentindo o teu cheiro dissipando
das roupas, lugares, sorrisos que deixaste
mas que no teu coração guardaste.

E agora gritas a pulmões cheios
Para aqueles que te deram sentido a vida
te ouçam chorar a pérola perdida
sintam a tua lágrima caída
nesse chão que jamais poderei pisar.

Sinto que estás a tentar falar comigo
Por esta gota que me escorre pela cara
Fala Fernando, fala,
Conta-me porque me deixaste
Naquele dia em que te apagaste,
Como a chama de uma vela exposta ao vento...

Monday, June 6, 2011

Quase me apetece desistir... de tudo...

Sunday, June 5, 2011

É assim que se agradece? é assim que NAO se agradece?
Eu passo-me com voces, eu passo-me comigo
Eu estou farta disto

Todos os fim de semanas a levar bolinhos aos velhinhos porque coitadinhos estao sozinhos em casa, e ficam contentes quando a netinha la vai; no entanto nao se lembram que aqui a parva tem de gastar dinheiro para comprar as cenas e andar montes de tempo para chegar lá a casa deles
Sempre precoupada, sempre a pensar neles... e respondem-me com que?

que putas de crises sao estas?

Não faço nada de mais e "no meu tempo nao havia estas faltas de educação, em que os mais novos que tem mais vitalidade nao arrumam tudo para os mais velhos poderem estar a falar" "no meu tempo nao se respondia aos pais"

e a liberdade de expressao? Fodeu?

ESTOU FARTA, JURO, APETECE-ME GRITAR ATÉ MORRER COM FALTA DE AR
estou farta desta casa de malucos, desta familia ingrata

de ser a ovelha negra e rebelde da familia perfeita, que estraga tudo e chateia todos


Friday, June 3, 2011

Depressão, tão forte sensação
de que o mundo vai desabar
o ar vai acabar
sem simplesmente saber porquê.
Aperto no coração, embora sem pulsação
respiro e ando como uma gazela
de pescoço erguido, mas sempre com trela
Essa que não me deixa extravazar.

Preciso de um rumo, preciso de um alento
um tempo que me indique se a direcção do vento
é a verdadeira, a que devo seguir.
Seguir para... sorrir
Porque hoje encerro em mim o que pesa
Nada sai, porque nao há para sair
porque não sei o que acabrunha
Nem uma lagrima escorre...
Essa mesma que corre para o caminho do sossego

Quando foge o alento para a vida
A cabeça deixa de estar erguida
os olhos fecham... tornam-se pedra
dificil de tratar, esculpir,
Nunca deixando sentir
Aquilo que me levará a escolhas

Porque escolhas é a palavra certa
É enquanto escrevo que me auto descubro
Preciso de respostas, porque perguntas tenho uma imensidão
Mas tudo me parece um grande NÃO
um bloqueio sentimental de parte racional
E tudo encubro...
Porque o meu papel é ser fiel
e ouvir quem precisa de ser ouvido,
ajudar quem precisa de ser ajudado
e arrepender-me do que já vou tarde
Não fujas, não sejas cobarde,
e responde à tua razão de viver.

Sem resposta, não há vida



Thursday, April 28, 2011

Fernando, meu catequista

É um sufoco indizivel... É a falta de palavras no seu devido sítio.
Como é possível?
Como é que te perdi? quantas palavras ficaram por dizer? quantos obrigadas não te dei e senti? Ouves-me?
Afogo-me em lágrimas porque não percebo como te tiraram do mundo, a ti, que não eras perfeito mas estavas perto...
És ou eras, EU NEM SEI O QUE DIZER, tão grande amigo. Foste o meu protector num ninho de cobras, eras o único que me percebias e apoiavas.
Não consigo aceitar, sinto revolta, sinto-me capaz de partir tudo. Porquê tu?
Enquanto não secar tudo em mim mesma, vou chorar. Não porque sou sensivel ou qualquer outra coisa, mas porque não tenho outra forma de exteriorizar o que sinto.
E tu, Deus, se existes, és muito injusto. Explica-me o que se passou. Ensina-me a perceber-te... porque és demasiada areia para a minha carruagem.

Obrigada por tudo, neste singular adeus que te dirijo.

Monday, March 21, 2011

Tenho a cabeça EM ÁGUA.
Porque é que teimam em chegar a casa e me foder a cabeça?
Qual é o problema do MEU quarto estar desarrumado?
Estou farta disto tudo
Estou farta destas vossas atitudes
quero sair
quero viver sozinha
quero AR
quero criar
quero ESPAÇO VITAL

Thursday, March 3, 2011

Com vontade de abandonar o barco... de saltar pela prancha. De sentir liberdade, de sentir o ar correr por entre os meus dedos, fazendo esvoaçar o meu cabelo... De sorrir porque está um dia solarengo.
Estou farta de pressões aqui. Pressões porque não pintei a tempo, pressões porque tenho de pintar para a exposição, ou porque não sei quem tem problemas, ou porque a outra nao deixa de fumar, ou porque tenho de sorrir para as outras pessoas sorrirem... e se não me apetecer sorrir? e se uma vez na vida me apetecer a mim chorar à frente de todos? o mundo vai cair?
Ao ajudar as pessoas de quem gosto, e às vezes até aquelas que nem gosto assim tanto acabo sempre, SEMPRE por me lixar.
Estou com vontade de mudar o rumo... Preciso de mudar o rumo.
Estudar para fora? Tantas oportunidades à minha espera e eu aqui a vê-las passar. Para se chegar a algumas coisas é preciso abdicar de outras. mas será que vale a pena?
Pelo menos de todo este stress vale...
Preciso de espaço para respirar... para tomar decisões sem olhar para trás.
Preciso de não estar presa a nada nem a ninguém.



Preciso de AR